sábado, 5 de maio de 2012

Marcados para morrer... e aí?

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Olá Pessoal,

Não venho falar especificamente do concurso... Aliás, é consenso que as notícias tem sido escassas nesse sentido. Tenho buscado discutir e refletir sobre temas em torno da profissão... Cada coisa que vejo e que acho que tem uma similaridade e que é válido compartilhar, divido com vocês.
Hoje quero deixar uma reportagem do programa A LIGA (Band), tema: Marcados para morrer... Não sei se já assistiram, tem duração de 1:20h... o que pode parecer grande, mas diante da importância do conteúdo não me incomodaria se fosse o dobro de tempo. Pode parecer meio que um desvio de assunto, mas pelo menos eu não entendi dessa forma...

Não vou me estender sobre os comentários, apesar do vasto conteúdo a se discutir... Achei meio apelativa a parte do treinamento para segurança pessoal... Mas traz curiosidades, é um curso de formação, com simulações, inclusive através dele tomei conhecimento do Krav Magá... uma técnica de defesa pessoa israelita, que trabalha o corpo a corpo, usada inclusive no treinamento da Swat... Gostei!

A reportagem fala dos casos dos juízes, ativistas, políticos... que correm riscos, que estão "marcados para morrer" e traz também detalhes do caso Patrícia Acioli.

Através dele refleti sobre o alto preço que se paga num país corrupto e onde impera a impunidade, para lutar por democracia, por verdade, por justiça, pelo bem, pela vida... O preço é a perda da liberdade, da paz, e na pior hipótese... da própria vida!
Muitas vezes generaliza-se demais a polícia, a justiça, os políticos... Quantas vezes ouvimos a expressão: "é tudo farinha do mesmo saco". Sabemos que é grande a quantidade de malfeitores, de corruptos, de funcionários públicos que espoliam o órgão de trabalho, retardando quanto podem o exercício (de fato) das suas funções, do que lhes compete...
A generalização dos profissionais acaba criando estereótipos
Quantos juízes aparentemente comprados, tantos outros que tomam decisões favoráveis as causas políticas (governamentais), quantos juízes de fato não fazem justiça mas são de fato doutores da injustiça...!? 
Quantos policiais queimam a imagem da polícia, aceitam propina (suborno, arrego), formam milícias, e invertem os papéis, ao invés de proteger a sociedade dos criminosos, viram os criminosos...
Dos políticos dispensa comentários né!? Mas tenho fé que existem bons, que "tentam" trabalhar, mas acaba como o deputado da reportagem...

É uma sujeirada nesse Brasil desde a nossa primeira Constituição. Aproveitando caso tenham curiosidade de ler um livro muito bom sobre as nossas Constituições, simplesmente amei, chama-se: A História das Constituições Brasileiras, autor: Marco Antonio Villa, traz curiosidades omitidas dos nossos livros de histórias sobre as nossas Cartas e sobre o STF... são detalhes inacreditáveis (são apenas 140 páginas).

Acredito que alguns homens se sobressaem pela maldade e tem os que escolhem se sobressair pela bondade... Cabe a nós escolher o nosso caminho e o que deve prevalecer no nosso coração, a bondade ou a maldade... Se devemos ser honestos, fazer o que nos compete, nos omitir ou nos unir aos espoliadores desse país...


Por vezes sou bastante idealista, mas carrego essa sede desde criança. Não sei o que alcançarei, se irei ingressar na PM ou em outro cargo público... Mas já tenho formado desde muito tempo os ideais, os princípios que me movem e que pretendo aplicar como norteadores da minha conduta, onde quer que esteja. Espero nunca me desviar disso...
 por mais que possam haver consequências.

E você o que pensa sobre o preço da honestidade em alguns casos?

2 comentários:

  1. Interessante,tive a sorte de acompanhar o programa e realmente traz várias informações relacionadas não só ao funcionalismo público, quanto a outros profissionais que acabam limitados socialmente,por seguirem seus ideais e por trazerem consigo uma enorme sede de justiça. Recomendo a todos essa reportagem para um amadurecimento não só pessoal,como servirá de base para o mundo profissional.

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  2. Muito boa mesmo Robson! Espero que o povo goste. Amei...! Se tiver um tempinho e curiosidade dá uma olhada no livro tbm, fala da história de corrupção política e judicial no nosso país, trazendo curiosidades e absurdos pelo ponto de vista de um historiador é na verdade um trabalho antropológico.

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